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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Véi na boa, tô cansado...


Refletindo na parábola do filho pródigo, eu conversava com um amigo. E no desenrolar da conversa eu fiz um comentário: “Vida com Deus é assimvocê reclama que não tem mais tempo pra vocêque não faz mais o que gostaque não visita os parentes,que não fica em casa direitoAi quando você relaxa e começa a se afastarreclama que não consegue ter mais tempo com Deusque está se sentindo vazioque sua oração não passa do tetoque está infeliz...”

E é totalmente verdade. Quando aceitamos viver para Deus, passamos a trabalhar na Sua perfeita obra para que venha o Reino! Trabalhamos, pregamos, oramos, intercedemos, choramos, evangelizamos a tempo e fora de tempo, para que mais vidas conheçam a Cristo. E isso “toma nosso tempo”, porque além de trabalharmos na obra, também temos um emprego e estudamos, ou seja, vivemos, literalmente, ocupados.


De segunda à segunda é um corre-corre. Um dia inteiro em casa é luxo e quase impossível. Essa rotina cansa por diversas vezes, principalmente, quando encontramos algum amigo ou parente que ainda não conhece a Cristo que fala: “ O que você faz tanto nessa igrejaNão tem mais casa não?” No começo achamos engraçado esse tipo de comentário, porque sabemos que recebemos uma missão ( Se não leu esse post,clique aqui ). Mas com o passar do tempo essa rotina nos traz fadiga.
Reclamamos, e sem perceber, o cansaço toma conta do lugar de Deus.

Mas onde o filho pródigo entra nessa história? (Lucas cap. 15)

Pense que o filho pródigo era alguém ativo na igreja e nos seus compromissos fora da igreja. Tinha uma vida com Deus estável, pregava, evangelizava, tinha um blog abençoado (haha), enfim fazia de tudo um pouco. Aos poucos ele começou a perceber que já não tinha mais tempo pra ele, que não tinha tempo pro descanso pessoal. O trabalho para Deus começou a ficar pesado e ele resolveu tirar umas “férias”. No meio das “férias” ele começou a sentir falta da rotina com Deus, começou a sentir que a Vida dele ( que é Cristo ) começou a se esvair. Foi ai que ele deu total razão ao salmista que diz: Melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar.” ( Salmos 84:10 ) Mas agora fazer o caminho de volta já não é tão fácil, exige falta de orgulho, reconhecimento de erro.

A parábola conta que o pai do filho pródigo o avistou de longe, mesmo ele sujo e maltratado, e foi correndo ao seu encontro. O filho pródigo queria ser apenas um empregado e retomou o lugar de filho como antes.

Quando o desanimo bate em quem é ativo na obra, a vontade é voltar a ser ovelha. Cogitamos tanto essa hipótese que pedimos férias para Deus. E Ele como um pai, nos concede para entendermos que a nossa recompensa não está aqui, nossa recompensa está nas vidas que ganhamos para Ele. Saímos de férias e voltamos querendo ser apenas ovelhas, pois achamos que o Pai não nos confiaria o mesmo trabalho que tínhamos nEle.

Deus nos aguarda e vem ao nosso encontro quando Ele olha para o nosso coração e vê o arrependimento do tempo que passamos longe dEle.

Trabalhe na obra sim, se empenhe para que o Reino volte!
Mas saiba, também, tirar um tempo para você.
Às vezes nos envolvemos em tantas tarefas que acabamos perdendo o foco.
Conheça seus limites para que você não esmoreça no caminho.



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